(Matéria publicada no www.cinform.com.br)
Por Andréa Oliveira
O tema é extremamente discutido, mas nem por isso os números param de crescer. Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS – cerca de 34 milhões de pessoas são portadoras do HIV – Vírus da Imunodeficiência Humana. Outro dado alarmante é que 2,7 milhões de novas infecções ocorrem a cada ano. No Brasil, estima-se que 630 mil pessoas vivem com o vírus. Do início da epidemia, em 1980, até 2009, foram notificados 544.846 casos da doença.
O pior: para evitar que o vírus continue sendo disseminado não há uma solução mágica. Não há sequer uma vacina contra o HIV. A solução é simples, utilizar o preservativo em todas as relações sexuais. Mas nem todos têm essa preocupação. Principalmente as mulheres casadas, que consideram que o vírus está distante de sua realidade. Ledo engano.
No começo da epidemia, ele atingia, principalmente, os homens homossexuais, os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos. Hoje, porém, segundo o médico sanitarista Almir Santana, gerente do Programa Estadual de DST/Aids de Sergipe, não há grupo de risco, e sim uma situação de risco.
Afinal, que situação é essa a qual ele se refere? É a de realizar o ato sexual sem o uso da camisinha. Esse tipo de risco é comum entre as mulheres que têm parceiros fixos. Por conta disso, elas passam a não usar o preservativo. Acreditam que estão protegidas por terem um único parceiro sexual. Porém, os dados do Estado de Sergipe comprovam que elas são, sim, vulneráveis.
Justamente por esse não uso do preservativo, elas se colocam dentro do grupo de risco. Em Sergipe, temos 2.443 casos de HIV/Aids, sendo 1.629 casos em homens e 814 em mulheres – proporção de 2 homens para uma mulher com Aids. De acordo com Almir Santana, cerca de 60% das mulheres positivas foram contaminadas pelos seus próprios companheiros. Isto quer dizer que elas são mulheres casadas que acreditam que não usar camisinha seja algo normal na vida de um casal. Mas isso precisa mudar. “As mulheres devem incorporar o uso da camisinha na sua rotina matrimonial”, comenta Almir.
“Antes nos escondíamos para morrer. Hoje nós nos mostramos para viver”
A frase é de Gisele Dantas, uma mulher que há 13 anos tem HIV/Aids. Ela é pensionista da Marinha e trabalha com mulheres soropositivas no Rio Grande do Norte. Gisele pegou o vírus do seu marido. “Meu marido tinha só o vírus, porque é diferente HIV de Aids”, explica Gisele. HIV é o vírus da imunodeficiência humana e a Aids é a síndrome provocada pelo vírus.
Ou seja, existem pessoas que têm o HIV e não têm Aids. Porque a doença pode levar até dez anos para aparecer. Mas é preciso entender que a pessoa com HIV, mesmo não tendo Aids, pode transmitir o vírus. O HIV causador da Aids ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. E a única forma de combater essa transmissão é realizar o sexo de forma segura, utilizando a camisinha masculina ou feminina.
Além disso, deve-se utilizar seringas e agulhas descartáveis. São cuidados simples que fazem toda a diferença. No caso de Gisele, o não uso da camisinha foi o causador da sua contaminação. Ela era casada e por conta disso mantinha relações sexuais sem o uso do preservativo. Talvez Gisele estivesse no grupo das mulheres que acreditavam, ou ainda acreditam, que a Aids é mesmo uma doença distante da sua realidade. Outra mulher que também foi infectada pelo marido foi Rosaria Piriz Rodriguez, que vive com Aids há 14 anos. Ela reside na Bahia e assim com Gisele não usava camisinha nas relações com seus respectivos companheiros.
Esse pensamento de que estando casada ou tendo um parceiro fixo diminui os riscos de contrair algumas doenças sexualmente transmissíveis não é verdade. Nos anos 90, se falava sobre grupo de risco, e quem fazia parte desse grupo eram os homossexuais e as prostitutas, mas com o passar dos anos isso foi mudando.
Gisele que, teoricamente, estava protegida se viu totalmente sem chão ao descobrir que tinha HIV/Aids. Mas como mencionado pelo médico Almir Santana, o número de mulheres positivas vem crescendo não só em Sergipe, mas em todo o país.
COMO É A VIDA DE UMA SOROPOSITIVA
“Vivo uma vida normal, tenho uma vida sexual ativa, minha família me ama, meus amigos me amam e hoje eu vivo bem. Não é hipocrisia, mas hoje eu vivo melhor sendo soropositiva do que antes. Hoje a gente dá ênfase ao amor, ênfase à vida, dá muito mais valor ao outro, ao próximo”, garante, Gisele, emocionada.
As mulheres soropositivas lutam para ajudar outras mulheres, para que a doença não atinja um número ainda maior de pessoas. Lutam também pelos direitos sexuais reprodutivos. Porque a mulher soropositiva não precisa se mutilar, não é necessário que se faça uma laqueadura. Ela pode ter filho, basta se cuidar, tomar a medicação direito e realizar alguns cuidados para evitar que a criança seja soropositiva.
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Uma balzaquiana por natureza!
Ode à mulher de 30 anos
Uma mulher é muito mais mulher aos 30 anos.
Aos 30, a mulher se conhece mais e é por isso muito mais autêntica, centrada, certeira - no trato consigo mesma e na relação com o mundo.
Aos 30, ela tem uma relação mais saudável com seu corpo.
Aos 30, ela está muito mais interessada em absorver o que lhe parecer justo e útil, ignorar o que for negativo e ser feliz o máximo que der.
Aos 30 só quer quem a mereça. Gasta mais, porque tem mais dinheiro, mas, sobretudo, gasta melhor. Tem gestos mais delicados, posturas mais elegantes, é mais graciosa e temperada. O senso de propriedade e a noção de limites de uma mulher de 30 não têm termo de comparação com uma de 20.
Aos 30 ela carrega um olhar muito mais matador - quando interessa matar. E que finge indiferença com muito mais competência - quando interessa repelir.
Aos 20, a mulher tem espinhas. Aos 30, tem pintas. Encantadoras, perfumadas trilhas de pintas. Que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos escolhidos. (Sim: aos 20 a mulher é escolhida. Aos 30, é ela quem escolhe).
Aos 30, a mulher aprende a se perfumar na quantidade certa. E com a fragrância exata para a sua pele, para a temperatura do dia, para os tons da roupa que está usando. A mulher de 30, muito mais do que a de 20, cheira bem, dá gosto de olhar, captura os sentidos, provoca fome.
Aos 30, ela é mais natural, mais elegante, mais sábia, mais serena. Menos ansiosa menos estabanada. Desenvolve um toque macio e quente, que sabe ser a um só tempo firme e suave. Fica tudo mais uterino, mais helênico, mais glamoroso, mais sexualmente arguto.
Aos 30, a mulher não faz mais experiências esdrúxulas. Quando ousa, no que quer que seja, costuma acertar em cheio. Mostra sua força na hora certa, de modo sutil. Não para exibir poder - mas exatamente para resolver tudo antes de chegar ao ponto de precisar exibi-lo. Garante para si o que quer sem confrontos inúteis.
É precisamente aos 30 que o jogo começa a ficar bom!
Adriano Silva (Revista SupInteressante – 19/09/01)
(Copiei do orkut de uma amiga, hoje ela começa seu novo ano, mais uma balzaquiana. Desejo a ela muitas felicidades, sucesso e que Deus a ilumine sempre. As demais mulheres de 30 que possam aproveitar ao máximo essa idade. PARABÉNS BALZAQUIANAS).
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